Agora

Incêndio na APA da Serra Geral de Goiás e em Terra Ronca já queimaram 8 mil hectares

O incêndio que atinge a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra Geral de Goiás e o entorno do Parque Estadual de Terra Ronca, nos municípios de São...

Incêndio na APA da Serra Geral de Goiás e em Terra Ronca já queimaram 8 mil hectares
Compartilhe WhatsApp Facebook

O incêndio que atinge a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra Geral de Goiás e o entorno do Parque Estadual de Terra Ronca, nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás, no nordeste do estado, já consumiram 8 mil hectares de vegetação.

A estimativa é do Corpo de Bombeiros, que mantém o combate as chamas nesta quarta-feira (12) com 40 profissionais especializados. Os primeiros focos foram identificados na segunda-feira (10).

A equipe tem bombeiros militares e brigadistas florestais e realiza ações de combate direto e indireto às chamas, além de monitoramento, reconhecimento das áreas atingidas, construção de estratégias de contenção e proteção de pontos ambientalmente sensíveis.

Há ainda participação da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Ibama.

Levantamentos preliminares apontam que alguns focos tiveram origem na Bahia e avançaram em direção ao território goiano.

O Parque Estadual de Terra Ronca (Peter) tem aproximadamente 57 mil hectares e protege um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do país, além de áreas de elevada relevância para a conservação da fauna, flora, recursos hídricos e demais ecossistemas do Cerrado.

De acordo com os bombeiros, a prioridade é assegurar condições adequadas de atuação aos profissionais que estão na linha de frente, com disponibilização e reforço de equipamentos, viaturas, alimentação, comunicação, apoio logístico e demais recursos necessários à proteção do Cerrado.

Também começa, nesta quinta-feira (13), a Operação Abafa Terra Ronca, cujo objetivo é identificar as origens dos incêndios e coibir práticas ilegais relacionadas ao uso do fogo, além de responsabilizar os incendiários por crime ambiental.

Conforme a Semad, as equipes atuarão em áreas prioritárias, com ações terrestres de fiscalização e patrulhamento, apoiadas por monitoramento por imagens de satélite, direcionando os esforços para regiões com focos ativos, recorrência de incêndios ou indícios de uso irregular do fogo.

Estado em atenção máxima

Segundo a Semad, a influência de um ‘super El Niño’, associada ao período de estiagem, intensifica condições favoráveis à ocorrência e à rápida propagação de incêndios florestais.

A combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar, redução das chuvas e grande quantidade de vegetação seca aumenta significativamente o risco de incêndios e torna o combate mais complexo.

Nessas condições, focos inicialmente pequenos podem se espalhar rapidamente, atingir grandes extensões e colocar em risco unidades de conservação, propriedades rurais, comunidades, recursos hídricos, fauna, flora e também as equipes mobilizadas para o enfrentamento das chamas.

Neste ano, os bombeiros já atenderam quase 5 mil ocorrências de incêndios florestais no estado. Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ) indicam que mais de 100 mil hectares já foram atingidos pelo fogo em Goiás só em 2026.

Decreto estadual publicado em julho, que declarou emergência ambiental pelo período de estiagem, proíbe o uso do fogo para limpeza de solo. A lei federal prevê prisão de dois a quatro anos e multa para quem provocar incêndio em mata ou floresta.

Na modalidade culposa, quando não há intenção de provocar o incêndio, também há responsabilização penal, com detenção de seis meses a um ano e multa.

O post Incêndio na APA da Serra Geral de Goiás e em Terra Ronca já queimaram 8 mil hectares foi publicado primeiro em Diário de Goiás.

Acompanhe mais notícias em nosso site – Goiás no Ar