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Informação em tempo real 01 de setembro de 2026
Goiás no Ar — Informação em Tempo Real

Vai alugar um imóvel? Veja como não cair no golpe do falso aluguel

Quem procura um imóvel para alugar precisa redobrar a atenção antes de assinar contratos ou transferir qualquer valor. Imobiliárias de Goiânia e o Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias...

Quem procura um imóvel para alugar precisa redobrar a atenção antes de assinar contratos ou transferir qualquer valor.

Imobiliárias de Goiânia e o Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias de Goiás (Secovi Goiás) alertam para o golpe do falso aluguel, que pode envolver anúncios aparentemente legítimos, visitas presenciais e até o uso indevido da plataforma GOV para a assinatura de documentos.

Segundo o gerente Comercial de Aluguel da Vésper Agência de Imóveis, Washington Silva, os golpistas adotam diferentes estratégias para transmitir credibilidade. Eles podem demonstrar conhecimento sobre o imóvel, apresentar o local pessoalmente e criar histórias para justificar por que estão conduzindo a negociação.

Em um dos casos identificados pela imobiliária, uma mulher que acompanhava uma visita se apresentou como filha do proprietário. Ela afirmou que o pai estava doente e que, por isso, havia assumido a gestão e a administração do imóvel.

Com essa história, conseguiu conduzir a negociação e convencer o interessado de que estava autorizado a realizar a locação.

Depois de conquistar a confiança da vítima, os criminosos avançam para a falsa formalização do negócio. “Eles criam um contrato falso, emitem o documento e solicitam a assinatura por meio do GOV. Depois, a pessoa faz o pagamento do aluguel para uma conta indicada por eles e, nesse momento, acaba caindo no golpe”, relata Washington.

Golpistas conseguem entrar nos imóveis

O esquema também pode envolver o acesso físico às propriedades. De acordo com Washington, os criminosos identificam imóveis que possuem placas de imobiliárias, retiram a identificação e podem até contratar um chaveiro para entrar no local.

Com acesso à propriedade, passam a apresentá-la aos interessados como se fossem responsáveis pela locação. O golpe pode ser aplicado rapidamente, antes que a imobiliária ou o verdadeiro proprietário perceba a movimentação.

“Esse processo pode acontecer muito rapidamente. A imobiliária nem sempre consegue identificar, em um espaço de tempo tão curto, que aquele imóvel está sendo utilizado para a aplicação de um golpe”, explica.

Os criminosos também podem anunciar a propriedade em plataformas digitais, como a OLX, por preços inferiores aos praticados na região. O valor atrativo aumenta a procura e ajuda os golpistas a pressionarem os interessados para que a negociação seja concluída rapidamente.

Como identificar o golpe do falso aluguel

O diretor do Secovi Goiás, Isnard Borges Machado Junior, destaca que preços muito abaixo do mercado e pedidos de pagamento antecipado estão entre os principais sinais de alerta. “A maioria das imobiliárias recebe o aluguel vencido, não antecipado. São duas situações que já podem indicar golpe”, explica.

Antes de avançar na locação, o interessado deve confirmar diretamente com a imobiliária se a pessoa responsável pelo atendimento realmente trabalha na empresa. Também é importante pesquisar a reputação do estabelecimento, verificar seu endereço e conferir a identidade do representante.

O Secovi Goiás alerta ainda que a aparência não comprova a legitimidade da negociação. Os criminosos podem se apresentar bem vestidos, utilizar veículos de luxo e demonstrar segurança ao falar sobre o imóvel.

“O golpista pode ter boa apresentação, chegar em veículo de luxo e criar um ambiente convincente. Mas tudo isso é falso.

É preciso procurar empresas sérias e consolidadas no mercado para garantir segurança na transação imobiliária”, afirma Isnard.

O que fazer depois de cair no golpe?

Ao perceber que foi vítima, a orientação é entrar em contato imediatamente com o banco para comunicar a fraude e solicitar a tentativa de estorno da transferência. Em seguida, a pessoa deve registrar um boletim de ocorrência.

Contatos, números de telefone, comprovantes, contratos, anúncios, áudios e mensagens trocadas com os criminosos devem ser preservados. Essas informações podem ajudar as autoridades a identificar os envolvidos e investigar o caminho percorrido pelo dinheiro.

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Esta matéria foi publicada originalmente no portal O Hoje.

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