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Tomou a vacina contra a dengue que foi suspensa? Veja os sinais de alarme

Além de suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a Dengue na segunda-feira (8), o Ministério da Saúde deve iniciar nesta terça (9) outras medidas de monitoramento para...

Além de suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a Dengue na segunda-feira (8), o Ministério da Saúde deve iniciar nesta terça (9) outras medidas de monitoramento para pessoas vacinadas com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.
A partir desta terça, a pasta passará a orientar a vigilância ativa na rede hospitalar para casos de dengue em pessoas vacinadas recentemente, ocorrências com sinais de alarme e também óbitos registrados após a imunização. A medida foi adotada depois da identificação de 42 casos graves entre cerca de 500 mil pessoas vacinadas até o dia 30 de maio.
Entre os registros, duas mortes permanecem sob investigação para verificar se existe alguma relação com a aplicação da vacina. O Ministério da Saúde enfatiza que, até o momento, não há comprovação de vínculo causal entre os casos e o imunizante.
Quais são os sintomas de alerta
Para quem recebeu a vacina recentemente, a principal recomendação é procurar uma unidade de saúde para acompanhamento caso a imunização tenha ocorrido nos últimos 21 dias.
Além disso, os vacinados devem permanecer atentos ao surgimento de sintomas considerados sinais de alerta abaixo:
• Febre
• Dor abdominal intensa e contínua
• Vômitos persistentes
• Tontura
• Sangramentos
• Sonolência excessiva
• Irritabilidade
• Sinais de desidratação e piora do estado geral.
O que fazer se você tomou a vacina
Diante de qualquer um desses quadros, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente. Segundo o Ministério da Saúde, o monitoramento será realizado com acompanhamento de possíveis aglomerados de casos por lote da vacina, unidade de saúde ou território, numa tentativa de identificar padrões que possam auxiliar as investigações.
Imunização garantida
Apesar da suspensão temporária, a pasta reforça que quem recebeu a vacina continua protegido contra a dengue.
De acordo com Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a interrupção tem caráter preventivo e visa permitir estudos adicionais para avaliar o comportamento da vacina em diferentes cenários epidemiológicos e grupos populacionais.
“Quem tomou a vacina está protegido contra os quatro tipos da dengue”, afirmou o diretor durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (8).
Os dados apresentados pelo ministério mostram que, entre os cerca de 500 mil vacinados, foram registradas 3.703 notificações de eventos adversos, o equivalente a 0,7% do total. Desses casos, 42 apresentaram sinais de alarme e foram classificados como graves, correspondendo a 0,008% das pessoas imunizadas. A maior parte do público vacinado é formada por profissionais de saúde.
Segundo a pasta, 417 mil trabalhadores da área receberam a dose. Outras 83,6 mil pessoas, com idades entre 15 e 49 anos, foram imunizadas em Botucatu (SP), Maranguape (CE), Nova Lima (MG) e na região de Araguaína (TO). Nesses locais, não houve registros de eventos adversos graves.
Perfil dos três casos graves
Entre os casos mais graves investigados está o de uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. O quadro evoluiu para sintomas compatíveis com dengue grave, incluindo choque, exigindo internação em unidade de terapia intensiva (UTI). Após tratamento, ela recebeu alta hospitalar.
Outro caso envolve uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave 19 dias após a vacinação. O quadro foi acompanhado de comprometimento neurológico, diagnosticado como meningoencefalite. A paciente morreu, mas as investigações ainda não permitem concluir se houve relação entre o óbito e a vacina. A terceira ocorrência grave registrada foi a de um homem de 58 anos.
Cinco dias após a imunização, ele apresentou febre e evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário. Apesar do atendimento médico, o paciente não resistiu. Posição do Butantan
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá a orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa, suspendendo temporariamente a aplicação da vacina para reavaliação da estratégia vacinal.
A vacina do Butantan é a primeira contra a dengue aplicada em dose única e também a primeira desenvolvida integralmente no Brasil. Antes da autorização para uso, estudos envolvendo cerca de 16 mil participantes apontaram eficácia e segurança do imunizante, com resultados publicados na revista científica Nature.
A suspensão permanecerá em vigor até a conclusão de novas análises que possam esclarecer a possível relação entre a vacina e os casos graves registrados durante a campanha de imunização. O post Tomou a vacina contra a dengue que foi suspensa? Veja os sinais de alarme foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
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