Tadeu vai alcançar mais uma marca histórica com a camisa do Goiás Esporte Clube. Titular desde 2019, o goleiro completará 400 partidas pelo Verdão na sexta-feira (28), diante do São Bernardo, na Serrinha, pela 25ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Terceiro jogador que mais vezes defendeu o clube, ele está próximo de Ernando, segundo colocado no ranking, com 405 jogos, e deve ultrapassá-lo ainda nesta temporada. Na liderança está o ex-goleiro Harlei, com 831 partidas.
Pela marca alcançada.
A trajetória começou em 2019, quando Tadeu chegou ao Goiás Esporte Clube após defender a Ferroviária-SP e também ter passagem pelo Oeste-SP. E justamente a estreia aparece como o momento mais marcante escolhido pelo goleiro em sua caminhada no clube.
Foi contra o Fluminense, no Maracanã, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano.
O Goiás venceu por 1 a 0, com gol do zagueiro Rafael Vaz, e Tadeu ainda defendeu um pênalti. “Pra mim, o momento mais especial acredito que vai ser a minha estreia.
Ali foi o início de um sonho profissional, pessoal, que eu sempre tive: jogar em um grande clube, disputar um Campeonato Brasileiro. Minha estreia no Maracanã, pegando um pênalti.
Foi um dia realmente histórico para mim”, relembrou.
Ao longo de quase oito anos no Goiás, Tadeu viveu acessos, rebaixamentos, títulos estaduais, grandes atuações e também períodos de dificuldades.
Questionado sobre o momento mais complicado desde que chegou ao clube, o goleiro deixou as questões esportivas de lado e recordou um problema familiar: o período em que uma de suas filhas precisou permanecer hospitalizada.
Tadeu conciliava os compromissos profissionais com visitas ao hospital e revelou que chegou a viajar para jogos mesmo diante do pedido da esposa para permanecer com a família.
“Nenhuma fratura, nenhuma lesão grave é tão dolorosa quanto ver um filho num leito de hospital e você não poder fazer nada”, afirmou. “Aquele mês para mim foi bem difícil.
Foi muito complicado ter que treinar todos os dias, passar a noite no hospital, viajar com a minha esposa me pedindo para ficar com elas e eu tomar a decisão, às vezes, de deixá-las e ir para os jogos.” Recuperada a filha, o goleiro trata aquele período como uma das maiores superações de sua vida pessoal e profissional.
Tadeu também relacionou sua longa permanência ao momento vivido atualmente pelo Goiás. O goleiro reconheceu que o clube atravessa nos últimos anos uma realidade distante daquela marcada pela presença constante na Série A e por participações em grandes competições.
“Por um lado, fico chateado de estar vivendo também esse momento de oscilação do clube, mas, por outro, me sinto muito preparado para suportar esse momento e, de alguma maneira, acreditar e lutar para que o clube volte a ter aqueles momentos de glórias, volte à primeira divisão e não saia mais”, destacou.
Aos 400 jogos, Tadeu ainda evita estabelecer prazo para encerrar a carreira ou definir se permanecerá no futebol quando deixar os gramados. O goleiro afirma que pretende se preparar para o futuro, mas considera distante o momento da aposentadoria.
“Ainda nem penso nisso. Óbvio que vou me preparar para o meu pós-carreira, para quando eu resolver parar já estar preparado para tomar a decisão, seja no campo, seja fora ou em outra função da vida.
Mas ainda espero e peço a Deus que esse momento esteja bem longe, que eu possa desfrutar e vivenciar de fato o futebol dentro das quatro linhas.”
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