Quem convive com um gato provavelmente já se perguntou como o animal consegue passar tantas horas dormindo. Cochilos no sofá, na cama, em caixas e até nos lugares mais improváveis fazem parte da rotina dos felinos. E, na maioria das vezes, não há motivo para preocupação.
Gatos podem passar até 20 horas por dia dormindo, o equivalente a aproximadamente dois terços da vida. Apesar de impressionante, esse comportamento está relacionado à própria biologia da espécie.
Segundo os especialistas, os gatos são animais crepusculares. Isso significa que seus maiores picos de atividade acontecem ao amanhecer e ao anoitecer, períodos em que suas presas estariam mais ativas na natureza.
Mesmo os gatos que vivem dentro de casa preservam parte desse instinto predador. Correr, brincar e simular caçadas exige explosões de energia, fazendo com que longos períodos de descanso sejam importantes para a recuperação.
Nem todo esse tempo é de sono profundo
Apesar de parecer que o gato passa o dia inteiro profundamente adormecido, boa parte desse descanso é formada por pequenos cochilos. Cerca de 75% do período de descanso ocorre em cochilos leves, que costumam durar entre 15 e 30 minutos. Mesmo relaxado, o animal continua atento aos sons e movimentos ao redor.
No restante do tempo ocorre o sono profundo, importante para a recuperação celular e para a saúde do animal. É também nessa fase que os gatos podem sonhar.
Se o tutor observar as patas ou os bigodes do bichano se movimentando enquanto ele dorme, é possível que o animal esteja justamente sonhando.
A temperatura também interfere nesse comportamento. Em períodos frios ou chuvosos, gatos tendem a dormir por mais tempo e ficam mais encolhidos. Já quando está quente, é comum vê-los descansando em posições mais esticadas, que ajudam na dissipação do calor.
Quando dormir demais é preocupante?
Mais importante do que contar exatamente quantas horas o gato dorme é conhecer a rotina habitual do animal. Uma mudança repentina no padrão de sono merece atenção.
Se um gato que normalmente é ativo passa a dormir muito mais, apresenta apatia ou demonstra uma agitação fora do comum, o comportamento pode estar relacionado a algum problema de saúde.
Entre as doenças que podem provocar letargia estão a Doença Renal Crônica (DRC), especialmente frequente em gatos idosos, e a Leucemia Felina (FeLV), doença viral que compromete o sistema imunológico e pode provocar anemia e fraqueza.
Outros sinais também devem ser observados. Sono excessivo acompanhado de perda de apetite, redução do consumo de água, emagrecimento ou isolamento indica a necessidade de avaliação veterinária.
Portanto, dormir muito pode ser absolutamente normal para um gato. O sinal de alerta está principalmente nas mudanças inesperadas no comportamento habitual do pet.
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Esta matéria foi publicada originalmente no portal O Hoje.
