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Saúde pede ao MP monitoramento de Maternidade que suspendeu atendimentos em Anápolis

A Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis (Semusa) acionou o Ministério Público de Goiás (MPGO) com uma solicitação para que a promotoria acompanhe a situação da Maternidade Dr....

A Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis (Semusa) acionou o Ministério Público de Goiás (MPGO) com uma solicitação para que a promotoria acompanhe a situação da Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva.

A unidade filantrópica suspendeu os atendimentos clínicos desde a última sexta-feira (31) e mantém apenas cuidados de urgência e emergência.

O documento, assinado pela titular da pasta, Jaqueline Gonçalves Rocha de Oliveira, foi enviado ao promotor titular da 9ª Promotoria de Justiça de Anápolis, Marcelo de Freitas Costa.

No ofício, a Semusa relata que, ainda em 22 de junho, a unidade já havia rejeitado um atendimento obstétrico de uma paciente encaminhada para a unidade. Naquela ocasião, a Maternidade Dr. Adalberto recebeu uma notificação administrativa, uma vez que a unidade tem convênio vigente de R$ 6,2 milhões até 2027.

No relato, a secretaria aponta ainda que não houve encaminhamento via regulação, o que impossibilitou que a paciente fosse atendida noutra unidade.

Um procedimento administrativo também foi aberto e verificou que a recusa de atendimento se deu por uma “eventual paralisação, restrição ou suspensão dos atendimentos por profissionais vinculados à instituição, supostamente motivada por atraso no pagamento de honorários profissionais”.

No ofício ao MP, Jaqueline Rocha frisa que todos os pagamentos do convênio estão em dia e não há inadimplência da prefeitura para com a maternidade.

Nova ocorrência

No relato enviado ao MP, a Semusa cita que o problema voltou a acontecer na última sexta-feira (31). “Em 31 de julho de 2026, esta Secretaria Municipal de Saúde foi informada acerca da efetiva paralisação dos atendimentos obstétricos realizados pela Maternidade Dr.

Adalberto, circunstância que evidencia situação de extrema gravidade diante da essencialidade do serviço prestado”.

Ao DG, a maternidade admitiu a paralisação dos atendimentos clínicos e diz que tenta solucionar a questão internamente. A queixa dos médicos é de seis meses de salários atrasados. Os anestesistas, por sua vez, apontam oito meses de vencimentos não pagos pela instituição.

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