Goiás quer transformar estudantes brasileiros em protagonistas da nova revolução tecnológica. Em entrevistas concedidas nesta terça-feira (26) ao editor-chefe do Diário de Goiás, Altair Tavares, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, e a diretora executiva do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG, Telma Soares, detalharam o lançamento da Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial Aplicada, competição inédita no Brasil que pretende aproximar jovens do universo da IA ainda na educação básica. A iniciativa, que começou como um projeto piloto em Goiás, agora ganha dimensão nacional e abre espaço para estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país. As inscrições seguem abertas até 31 de julho pela plataforma oficial olimpiadadeia.ceia.digital. Segundo o Governo de Goiás, poderão participar alunos do 9º ano do ensino fundamental até a última série do ensino médio ou técnico, com idades entre 14 e 19 anos. As equipes deverão ser formadas por três estudantes e um tutor responsável. “A olimpíada começou pequena e virou referência”, afirma José Frederico Durante a entrevista, José Frederico afirmou que a olimpíada nasceu em 2024 a partir de uma estratégia do Governo de Goiás para inserir os jovens no universo da tecnologia e da inteligência artificial. “A Secretaria de Ciência e Tecnologia, junto com o CEIA, teve essa ideia de fazer uma olimpíada do conhecimento focada em tecnologia e inteligência artificial para popularizar esse tema e trazer os alunos goianos para esse mundo”, afirmou. O secretário destacou que o projeto cresceu rapidamente após as primeiras edições estaduais. “Ela começou pequenininha, num piloto. Ano passado já tivemos mais de mil alunos participando. Agora ela passa a ser nacional”, disse. Segundo ele, transformar a olimpíada em uma competição nacional faz parte da estratégia de consolidar Goiás como referência brasileira em inteligência artificial. “A gente quer que Goiás seja a grande referência em IA no Brasil. Queremos estimular startups, centros de pesquisa e também popularizar esse conhecimento”, ressaltou. Goiás quer liderar debate nacional sobre IA José Frederico afirmou que o interesse de escolas de outros estados ajudou a acelerar a expansão da competição. “Nas edições anteriores, já havia escolas de outros estados querendo participar, mas não podiam. Agora qualquer escola do Brasil poderá montar seu time e participar normalmente”, explicou. A expectativa do governo é reunir centenas de estudantes de diversas regiões do país na competição, que terá desafios práticos voltados ao uso da inteligência artificial para solução de problemas reais. Ao todo, até 600 equipes participarão da primeira etapa da olimpíada. A competição distribuirá mais de R$ 420 mil em premiações. Além do prêmio em dinheiro, os 24 melhores participantes goianos, entre estudantes e tutores ganharão um mês de intercâmbio internacional pelo programa Goiás Pelo Mundo. “A inteligência artificial fará parte de qualquer profissão”, diz Telma Soares Responsável pela coordenação pedagógica e técnica da olimpíada, Telma Soares explicou que o CEIA-UFG ficará encarregado da elaboração dos desafios, treinamentos e suporte aos estudantes durante toda a competição. “O CEIA prepara os desafios, executa a olimpíada e faz o treinamento dos estudantes. Toda a parte técnica fica aos cuidados do centro”, afirmou. Segundo Telma, os desafios foram estruturados para aproximar os estudantes de situações reais enfrentadas pela sociedade. “Nós preparamos problemas ligados à realidade da população para serem resolvidos com técnicas de inteligência artificial”, explicou. Ela destacou ainda que a olimpíada não exige conhecimento avançado prévio em IA e que o processo será também uma jornada de aprendizado. “A gente oferece cursos de programação e inteligência artificial para apoiar os estudantes durante a competição”, disse. Para a diretora, inserir jovens no universo da inteligência artificial desde a educação básica será fundamental para o futuro profissional das próximas gerações. “Mesmo que o estudante não siga carreira em Exatas, a inteligência artificial fará parte do dia a dia de qualquer profissão”, afirmou. Final presencial acontecerá em Goiânia A competição será dividida em várias etapas. Inicialmente, as equipes participarão de atividades virtuais em suas próprias cidades e escolas. Os 50 melhores times avançarão para a etapa final presencial, que será realizada em Goiânia no fim do ano. Segundo José Frederico, a olimpíada pretende estimular jovens talentos, incentivar inovação e consolidar Goiás como um dos principais polos brasileiros de inteligência artificial. “Queremos colocar goianos e estudantes de todo o Brasil juntos para aprender, aplicar tecnologia e desenvolver soluções. Todo mundo ganha com isso”, concluiu o secretário. O post “Queremos popularizar a inteligência artificial”, diz secretário sobre olimpíada nacional lançada em Goiás foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
“Queremos popularizar a inteligência artificial”, diz secretário sobre olimpíada nacional lançada em Goiás
Goiás quer transformar estudantes brasileiros em protagonistas da nova revolução tecnológica. Em entrevistas concedidas nesta terça-feira (26) ao editor-chefe do Diário de Goiás, Altair Tavares, o secretário estadual...
