Começa nesta quinta-feira (13) a Operação Abafa Terra Ronca – com foco na APA da Serra Geral de Goiás, no Parque Estadual de Terra Ronca e nas áreas de seu entorno, na divisa de Goiás com a Bahia -, no mesmo momento em que o parque pega fogo, com aproximadamente 15% de sua área já atingidos pelo incêndio florestal.
Incêndio já atingiu 15% do Parque Terra Ronca
Como mostrou o Diário de Goiás na quarta, o fogo começou na segunda-feira (10) e, nesta quinta, segundo informou o Bom Dia Brasil da Tv Globo, ameaçava casas do povoado de São João Evangelista, vizinho do parque, tendo subido de 8% para 15% a área já destruída.
Terra Ronca virou parque para proteger o maior complexo espeleológico do país, com 200 cavernas profundas, grutas menores e rios subterrâneos catalogados.
Operação reúne órgãos ambientais e Bombeiros
Folder da Operação Abafa
A operação envolve órgãos ambientais estaduais e federais e o Corpo de Bombeiros de Goiás, que atua na região nos focos que atingiram a APA e o parque.
O objetivo da operação é o de identificar as possíveis origens dos incêndios, coibir práticas ilegais relacionadas ao uso do fogo e responsabilizar eventuais autores de crimes ambientais.
As equipes atuarão em áreas prioritárias, com ações terrestres de fiscalização e patrulhamento, apoiadas por monitoramento por imagens de satélite, direcionando os esforços para regiões com focos ativos, recorrência de incêndios ou indícios de uso irregular do fogo.
Focos de incêndio podem ter vindo da Bahia
No caso de Terra Ronca, levantamentos preliminares apontam que alguns focos tiveram origem na Bahia e avançaram em direção ao território goiano.
Inicialmente prevista para seguir até a sexta (14), a Operação Abafa Terra Ronca poderá ser ampliada ou novamente mobilizada, conforme a evolução dos incêndios e a necessidade de reforço das ações de fiscalização.
Decreto proíbe uso do fogo para limpeza de solo
Está em vigor o decreto estadual nº 10.962, de 24 de julho de 2026, que declarou situação de emergência ambiental no Estado de Goiás em razão do período de estiagem e do elevado risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais. O decreto proíbe o uso do fogo para limpeza de solo.
Diante das atuais condições climáticas, qualquer uso irregular do fogo representa risco elevado. Um foco pode rapidamente perder o controle e provocar danos ambientais, econômicos e sociais de grandes proporções.
Incêndio em mata é crime ambiental
A Semad reforça que provocar incêndio em mata ou floresta constitui crime ambiental. O artigo 41 da Lei Federal nº 9.605/1998 prevê pena de reclusão de dois a quatro anos e multa, sem prejuízo das sanções administrativas, da responsabilização civil e da obrigação de reparação integral dos danos ambientais causados.
Na modalidade culposa, quando não há intenção de provocar o incêndio, também há responsabilização penal, com detenção de seis meses a um ano e multa.
Governo mantém equipes mobilizadas para combater incêndios
O Governo de Goiás garante que continuará mantendo equipes mobilizadas, intensificando as ações de combate, prevenção, monitoramento, fiscalização e investigação das causas e responsabilidades pelos incêndios.
O alerta é claro: neste momento de elevada criticidade climática, o uso irregular do fogo coloca vidas e o patrimônio ambiental em risco.
Dessa forma, quem for identificado provocando incêndios poderá responder criminal, administrativa e civilmente pelos danos causados.
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