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Mabel reage à prisão de motociclista e promete punição: “Quem mexer com servidor vai para a cadeia”

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou que vai endurecer as medidas contra agressores de servidores e prestadores de serviços públicos após a prisão de um...

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou que vai endurecer as medidas contra agressores de servidores e prestadores de serviços públicos após a prisão de um motociclista investigado por agredir um motorista da coleta de lixo e tentar atropelar um coletor durante o trabalho, na Vila Santa Helena.

Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta quarta-feira (29), o prefeito declarou que não irá tolerar novos episódios de violência e determinou ações para responsabilizar os envolvidos também na esfera municipal.

“Não vou tolerar. Já estou em contato com a Procuradoria para punir esses agressores também no âmbito municipal. Já orientei a GCM, vai atrás dos malandros. Quem mexer com funcionários públicos vai para a cadeia. Eu não aceito que maltratem funcionários públicos”, afirmou Mabel.

O motociclista, de 50 anos, foi preso na terça-feira (28), um dia após o ataque, e é suspeito de ameaçar trabalhadores da coleta, danificar um caminhão do Consórcio Limpa Gyn e tentar atropelar um dos coletores durante a fuga.

Câmeras registraram ataque

Imagens das câmeras instaladas no caminhão de coleta mostram o momento em que o suspeito arremessa uma pedra contra o veículo e, na sequência, tenta atropelar um dos trabalhadores. As gravações também registram uma reação dos coletores, que acabam agredindo o motociclista antes de ele fugir.

Após denúncia do Consórcio Limpa Gyn, equipes da Guarda Civil Municipal localizaram o suspeito em uma oficina de caminhões, onde ele trabalha. Ele foi encaminhado à Central Geral de Flagrantes e autuado pelos crimes de lesão corporal dolosa e dano qualificado mediante violência ou grave ameaça.

A motivação do ataque ainda é investigada pela Polícia Civil.

Quarto caso em dois meses

Segundo o Consórcio Limpa Gyn, esta é a quarta ocorrência de violência contra colaboradores da empresa em apenas dois meses, sendo que um dos episódios ocorreu na semana passada. A empresa afirma que tem prestado assistência às vítimas e cobrado a responsabilização dos autores.

Nota do Consórcio Limpa Gyn

“Consórcio Limpa Gyn repudia mais um ato de violência praticado contra um motorista da equipe de coleta domiciliar, durante a execução dos serviços de limpeza urbana em Goiânia.

Essa é a quarta ocorrência de violência contra colaboradores do Consórcio em apenas dois meses, sendo que um dos episódios deu-se na semana passada.

O caso ocorreu na noite desta segunda-feira, por volta das 21h, no Setor Santa Helena. Durante a realização da coleta, um motociclista, inconformado com a parada momentânea do caminhão, necessária para a execução do serviço, posicionou sua motocicleta em frente ao veículo, impedindo a continuidade da operação.

Ao descer da cabine para solicitar que retirasse a motocicleta, o motorista foi agredido quando o homem empurrou a porta do caminhão contra ele, atingindo seu braço e sua cabeça. Na sequência, o motociclista quebrou o retrovisor do caminhão e arremessou uma pedra contra o motorista, atingindo-o no rosto.

Ao fugir do local, o autor ainda tentou atropelar um dos coletores que integravam a equipe.

A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal foram acionadas e compareceram ao local. O autor havia fugido antes da chegada das equipes, mas foi posteriormente identificado e preso pela Guarda Civil Municipal.

Foi registrado boletim de ocorrência, e o colaborador recebeu o atendimento necessário, sendo submetido aos procedimentos legais cabíveis e ao acompanhamento da equipe de Assistência Social do Consórcio.

O Limpa Gyn reafirma seu compromisso com a segurança de suas equipes e com a valorização dos profissionais que, diariamente, desempenham um serviço essencial para a limpeza urbana e para a qualidade de vida da população.

A empresa espera que os responsáveis por atos de violência contra seus colaboradores sejam devidamente responsabilizados, reforçando que agressões contra trabalhadores que atuam em benefício da coletividade são inaceitáveis.”

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