O encerramento da apuração do primeiro turno das eleições presidenciais consolidou um cenário de forte polarização para a etapa decisiva da disputa. Com a totalização das urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de votos), liderando a votação em 15 estados.
Já o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16% dos votos válidos (53,8 milhões de votos), confirmando a realização do segundo turno marcado para o dia 25 de outubro.
Discursando em frente ao seu QG de campanha em Brasília, acompanhado da esposa Fernanda Bolsonaro e da coordenadora Daniella Marques, Flávio Bolsonaro celebrou o desempenho eleitoral. “Foi por muito pouco”, afirmou o candidato do PL, ao destacar que os dados internos de sua campanha indicavam chance de vitória direta.
Adotando um tom de forte ataque ao governismo, ele decretou o encerramento do ciclo petista: “É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país”.
O senador focou suas declarações em críticas à gestão atual, citando dados de endividamento e impostos, e apresentou diretrizes para uma eventual gestão.
“Eu estou muito feliz com a possibilidade real de, daqui a três semanas, o Brasil dar uma resposta definitiva, que é um governo moderno, com menos ministérios, que vai resgatar a democracia, que vai indicar pelo menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal”.
Flávio contrapôs ainda sua postulação à do rival. “O Lula está disputando o poder. Ele já disputou sete eleições presidenciais. Eu tô preocupado com o futuro do Brasil”. O candidato do PL também defendeu o fim da reeleição e prometeu conduzir uma campanha focada nos problemas reais do país nas próximas três semanas.
Em São Paulo, ao lado do vice Geraldo Alckmin, da primeira-dama Janja da Silva e de ministros e aliados como Fernando Haddad, Guilherme Boulos, Marina Silva e Simone Tebet, Lula fez seu pronunciamento reconhecendo que esperava vencer na primeira votação. “A gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria.
Eu confesso que estava convencido de que eu ia ganhar as eleições no primeiro turno, mas eu já pensei isso outras vezes”, admitiu o presidente.
No entanto, o petista demonstrou confiança para a nova etapa, classificando o segundo turno como o momento decisivo da escolha eleitoral. “Mas a gente tem um segundo turno, que é a hora da prova dos nove. É a hora de mostrar a verdadeira fotografia do Brasil de hoje e do Brasil que a gente quer”.
Projetando a estratégia de campanha, Lula destacou que haverá embate direto de propostas e histórico político. “O jogo vai começar.
Estamos na prorrogação. Nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de nós continuarmos o projeto de desenvolvimento tecnológico e científico”.
O presidente antecipou propostas sociais, como a inclusão de medicamentos de emagrecimento no SUS e a expansão da escola em tempo integral, e sinalizou críticas diretas ao passado do adversário. “Do outro lado, temos apenas incerteza com a biografia de um passado tenebroso”.
Com o início oficial da campanha do segundo turno, ambos os candidatos preparam suas estratégias para as próximas três semanas. De um lado, a oposição busca consolidar o sentimento antipetista e a pauta de mudança; de outro, a situação aposta na comparação de projetos e realizações para buscar a virada no eleitorado
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Fonte: Diário de Goiás
