Pelo que consta na decisão divulgada pelo PL Goiás, Márcio Corrêa ainda não foi punido. A Executiva Estadual apenas aceitou a representação apresentada contra o prefeito e encaminhou o caso ao Conselho de Ética do partido, que agora deverá analisar as acusações e ouvir a defesa.
O processo poderá resultar em alguma medida disciplinar prevista nas normas internas do PL, caso o Conselho conclua que houve infração partidária. A representação questiona o suposto apoio público de Márcio a uma candidatura ao Governo de Goiás diferente daquela lançada oficialmente pelo partido.
Antes de qualquer eventual punição, o prefeito terá direito ao contraditório e à ampla defesa. A própria legenda informou que o advogado de Márcio acompanhou a reunião da Executiva, teve acesso aos autos e recebeu uma cópia integral do processo.
Por enquanto, portanto, não há decisão sobre expulsão, suspensão ou outra penalidade. O próximo passo será a tramitação da representação no Conselho de Ética, que deverá avaliar os fatos e a defesa apresentada pelo prefeito antes de tomar uma decisão.
A situação ganhou peso político porque o PL Goiás tem candidatura própria ao governo estadual em 2026 e possui uma resolução nacional que restringe manifestações públicas de apoio de seus mandatários a candidatos de outras legendas ou que não façam parte de alianças oficiais do partido.
Em resumo: Márcio Corrêa não foi condenado nem punido pelo PL nesta quinta-feira. O que houve foi a abertura formal do caminho para que o Conselho de Ética apure o caso e, se entender que houve infração, avalie a aplicação de alguma sanção prevista nas regras da legenda.
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Esta matéria foi publicada originalmente no portal O Hoje.
