O governador Daniel Vilela (MDB) negou que o processo que culminou na formação da chapa majoritária, inclusive com as quatro candidaturas ao Senado Federal, tenha causado fissuras no grupo. De acordo com ele, a coligação – formada por 12 legendas – está motivada para defender o projeto iniciado com Ronaldo Caiado (PSD).
“Não ficaram sequelas (do processo de escolha do vice e vagas ao Senado). Nosso grupo segue unido.
Conseguimos fazer uma composição robusta. Temos o maior número de partidos aliançados.
Toda base, que já fazia parte do nosso governo, compõem a nossa aliança. Tomamos as decisões que eram possíveis em relação à composição da chapa.
Mas todos estão motivados. Acima de ocupação de cargos que estão em disputa, temos um projeto a defender.
Um projeto que transformou nosso estado, resgatou a credibilidade do governo de Goiás”, disse durante sabatina à Rádio CBN Goiânia nesta segunda-feira (10).
Um dos ruídos que ficou depois do prazo de convenções envolve o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (PSD). O líder classista faz intensa campanha para a vice de Daniel, mas acabou preterido por Luiz do Carmo (PSD), que teve o impulso dos evangélicos na reta final.
Depois da escolha por Do Carmo, Zé Mário gravou vídeo, não citou Daniel Vilela e afirmou que “na política, há decisões que superam projetos de Estado por projetos pessoais”. Ele ainda foi cortejado por Marconi Perillo (PSDB), principal adversário do governador até aqui.
Todavia, Daniel negou que exista qualquer tipo de celeuma com Zé Mário e disse estar certo, apesar dos recentes acenos tucanos ao presidente da Faeg, de que ele estará na campanha de reeleição.
“O Zé Mário é muito mais que um representante do agro. É um representante do setor produtivo.
Tem uma representatividade muito forte. Foi um grande companheiro do governo e é um importante parceiro desse projeto.
Todas as entidades do setor produtivo colaboram com o governo. E muito se deve à presença colaborativa do Zé Mário.
Tenho certeza absoluta que ele estará integrado e dará sua grande contribuição ao longo dos próximos anos sendo todos nós vitoriosos neste projeto eleitoral”, disse.
Iris Rezende
Questionado sobre a não citação do ex-governador Iris Rezende, líder histórico do MDB local, no discurso da convenção, Daniel Vilela minimizou. Segundo o governador, ele é ‘cria’ do irismo e vai ‘honrar o legado’.
“Tenho muito orgulho de me considerar uma cria política de Iris Rezende. Aprendi muito com ele, com a sabedoria, com a inteligência, com o comportamento político de civilidade.
Disse que vou honrar o legado do meu partido. Ninguém aqui em Goiás, quando houve falar em MDB, se lembra do Iris.
É lógico que não vou ficar entrando nessa discussão. Essas coisas são menores.
Todos sabem da minha relação com ele, da história. Pretendo honrar todo esse legado.
Foi a minha escola política. Tenho muito orgulho dela”, disse.
O post Daniel nega ‘sequelas’ na base aliada e diz que Zé Mário estará ‘integrado’ ao projeto foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
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