A eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 marcou não apenas a despedida precoce do Brasil da competição, mas também o encerramento de um ciclo na Seleção Brasileira.
De volta ao país e já trabalhando no planejamento para os próximos anos, Carlo Ancelotti deixou claro que pretende promover uma renovação no elenco, com Neymar, Casemiro e Danilo entre os principais veteranos que não fazem parte dos planos para o novo período. A declaração foi dada em entrevista ao Globo Esporte.
Neymar, Casemiro e Danilo chegaram ao Mundial com 34 anos e são três dos jogadores mais experientes da geração que disputou a Copa. Ancelotti foi direto ao tratar da mudança: “Acho que com essa Copa do Mundo termina uma geração de jogadores muito importantes.
Começando por Neymar. Passando por Danilo, Casemiro, todos esses jogadores que na Copa do Mundo tinham mais de 30 anos”.
O treinador, porém, não pretende promover uma ruptura completa e citou Marquinhos como um dos atletas experientes que podem ajudar na transição.
A prioridade agora será abrir espaço para novos jogadores e construir uma equipe que chegue preparada a 2030. Antes do próximo Mundial, porém, Ancelotti coloca a Copa América de 2028 como primeiro grande objetivo.
“Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar, não digo na próxima Copa do Mundo de 2030, mas que possam já ser competitivos no primeiro objetivo, que é a Copa América de 2028”. O italiano também pretende aumentar a integração com as categorias de base, especialmente a Seleção Sub-20.
Ao ser questionado especificamente se Neymar, Casemiro e Danilo poderiam continuar sendo chamados, ao menos para amistosos, Ancelotti sinalizou que esse espaço será utilizado para testar a nova geração.
A ideia é observar atletas ainda pouco conhecidos pela comissão técnica, avaliar o talento e acompanhar a evolução deles em parceria com os clubes. Entre os jovens já citados pelo treinador como importantes para o futuro estão Estêvão, Rayan, Endrick e Vitor Reis.
Carlo Ancelotti revelou também que já conversou com parte dos veteranos sobre o encerramento desse ciclo. “Já falei com eles depois da Copa do Mundo.
Falei com alguns quando tomamos a decisão definitiva”, contou. Sobre Neymar, o treinador lembrou que o próprio atacante já havia sinalizado publicamente sua despedida da Seleção e classificou esse encerramento como um processo natural na carreira de um jogador.
A derrota para a Noruega também foi alvo de autocrítica. Carlo Ancelotti reconheceu que suas decisões durante o segundo tempo contribuíram para a perda de controle da partida.
O treinador explicou que tentou aumentar a qualidade ofensiva com a entrada de Neymar, mas admitiu que a mudança na estrutura após a parada para hidratação não funcionou como esperava. “A autocrítica que eu posso fazer – é que eu mudei a estrutura do time depois da parada para hidratação e aí perdemos o controle do jogo”, afirmou.
Agora, o italiano inicia efetivamente um novo trabalho, com quatro anos para preparar a Seleção para 2030 e a Copa América de 2028 como primeira grande avaliação do processo. Ancelotti pretende preservar algumas referências, renovar boa parte do grupo e ampliar a observação de jovens jogadores.
“Não vou dizer que vou mudar todos os 26. Vamos manter alguns jogadores importantes, mas a ideia é mudar, botar uma nova geração”, resumiu o treinador ao projetar o futuro da Seleção Brasileira.
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