O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou nesta terça-feira (1º) a decisão do ministro Dias Toffoli, no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a suspensão de uma propaganda eleitoral digital do candidato Renan Santos (Missão).
Durante coletiva de imprensa, Caiado afirmou considerar a medida excessiva e defendeu a manutenção da candidatura do adversário. Segundo ele, eventuais irregularidades na documentação não justificariam o cancelamento da disputa eleitoral.
“Eu acredito, eu falei com ele ontem também, publiquei na minha rede, que ele recuperará a posição de candidatura. Isso é apenas um detalhe que poderá ter amanhã uma multa ou uma reprimenda, mas jamais a cassação da candidatura, aí a dose foi demais”, declarou.
Para Caiado, o caso seria decorrente de uma “falha na apresentação de documentos” e não deveria resultar na retirada de Renan Santos da eleição.
Críticas a decisões dos tribunais
Ao comentar a decisão, Caiado voltou a criticar o que considera um excesso de decisões monocráticas de ministros dos tribunais superiores. O candidato já havia se manifestado anteriormente contra medidas tomadas individualmente por integrantes das cortes.
Candidato promete ajuste fiscal
Durante a agenda, Caiado também voltou a apresentar propostas para a área econômica. O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende promover um ajuste fiscal por meio de uma emenda à Constituição.
A proposta prevê um limite de gastos equivalente a 50% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo Caiado, esse percentual funcionaria como um teto para as despesas públicas a partir de um eventual início de seu governo.
O candidato também defendeu que metade do crescimento econômico seja preservada como uma espécie de reserva para situações de emergência.
“O ajuste fiscal será por uma emenda à Constituição brasileira, onde o limite será cinquenta por cento do PIB. Ou seja, esse é o teto de gastos que nós teremos a partir do momento em que eu assumir”, afirmou.
Saúde será prioridade, diz Caiado
Na área da saúde, Caiado afirmou que o setor será uma das prioridades de seu eventual governo. A declaração foi feita durante visita ao Hospital Santa Casa da Misericórdia de São Paulo.
O candidato disse que pretende evitar contingenciamentos de recursos destinados à saúde. “Não haverá da minha parte a maior possibilidade de contingenciamento, diferente do que está acontecendo hoje”, afirmou.
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