A vitória do Atlético-GO por 3 a 1 sobre o Operário-PR, no Estádio Antônio Accioly, pela 20ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, acabou dividindo espaço com uma situação ocorrida antes da partida e que repercutiu nas redes sociais.
Uma criança autista, foi impedida de entrar no estádio porque usava um calção verde, apesar de estar com a camisa do Atlético. Para conseguir acompanhar o jogo, o avô, Francisco, precisou comprar outro short para o neto.
Torcedor do Atlético desde 1973, Francisco relatou o episódio à Rádio Bandeirantes e demonstrou indignação com a situação. “Eu trouxe o meu neto autista para ver o jogo do Atlético, o maior prazer que ele tem.
Só porque o menino estava com um short verde escuro, não deixaram entrar. Eu tive que comprar outro short para ele entrar.
Isso é um crime contra as pessoas, uma covardia”, afirmou. Segundo o avô, a situação provocou constrangimento na criança: “Para ele não voltar triste, tive que ir lá e comprar outro short”.
A situação ganhou repercussão e chegou ao presidente do Atlético-GO, Adson Batista, que foi questionado sobre o caso após a partida. O dirigente afirmou que não tinha conhecimento da orientação adotada na entrada do estádio: “Eu nem sabia disso.
Depois que fiquei sabendo, mandei liberar. É um monte de gente entrando, cara.
Isso é um absurdo. A cor da roupa não tem nada a ver”, afirmou.
Adson explicou que as restrições adotadas pelo clube têm como objetivo evitar conflitos entre torcedores, especialmente quando alguém tenta acessar setores destinados à torcida atleticana utilizando camisa de uma equipe rival.
Para o presidente, porém, a orientação acabou sendo aplicada de maneira inadequada ao alcançar outras peças de roupa. “O que não pode é evitar briga, porque eu invisto muito em segurança.
Entrar com a camisa do Goiás aqui vai dar problema. Eu quero evitar isso, não tem nada a ver com a cor de um short”, explicou.
O presidente também garantiu que a restrição a shorts, calças ou outras peças verdes não será mantida no Antônio Accioly. “Não tem mais negócio de short verde.
Pelo amor de Deus. Eu vi uma foto de uma mulher com camisa do Atlético e short verde.
Isso é uma bobagem. Peço desculpas para qualquer pessoa, porque isso normalmente não partiria de mim”, afirmou Adson Batista.
A restrição, segundo ele, continuará relacionada às camisas de clubes adversários, como medida de segurança para evitar possíveis conflitos nas arquibancadas.
Dentro de campo, o Atlético Clube Goianiense teve motivos para comemorar. O Dragão venceu o Operário-PR por 3 a 1, começou o segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro com três pontos e subiu para a sétima posição, com 31 pontos.
O resultado aproximou ainda mais a equipe comandada pelo técnico Roger Silva do G-6 e fortaleceu o Atlético na disputa por uma vaga nos playoffs de acesso à Série A.
O post Atlético-GO barra criança autista por usar short verde, e Adson Batista reage: “Isso é um absurdo” foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
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