O prazo para registro de candidaturas termina no próximo sábado (15), às 19h, e até agora há apenas cinco chapas completas na disputa pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Das 15 nominatas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um terço apenas atingiu o número máximo de 42 candidatos.
Até o fim do prazo, pode tanto haver retiradas de candidaturas como acréscimos em quaisquer chapas.
Das cinco, três são federações: União Progressista (UB+PP), Brasil da Esperança (PT+PV+PCdoB) e PSDB/Cidadania. Nestes casos, houve predomínio de União Brasil, PT e PSDB, respectivamente, que indicaram a grande maioria dos nomes dentro das federações.
No União Brasil, o retorno de Bruno Peixoto, presidente da Assembleia, foi fundamental para fechar as chapas completas para federal e estadual. Prova disso é que a legenda tem 40 nomes na disputa pela Alego, com apenas dois do Progressistas.
As outras duas chapas, isoladas, são do PL e do Novo. O primeiro tem três concorrentes à reeleição. Amauri Ribeiro, Eduardo Prado e Major Araújo estão no mandato e tentam renová-lo. O Novo, por sua vez, apostou na chamada chapinha, sem campeões de voto.
Quem também usou o caminho da chapinha e tem chapa praticamente completa é o Mobiliza. São 41 nomes – todos sem mandato – que entendem disputar em maiores condições de igualdade por cadeiras no parlamento goiano.
O partido se beneficiou da crise no DC, que levou a uma debandada rumo ao Mobiliza. Foram 29 nomes que chegaram neste processo de insatisfação.
O Podemos tem chapa com 39 candidatos. A nominata é encabeçada por Henrique César, único mandatário. O Agir também tem apenas uma candidata à reeleição. Trata-se de Rosângela Rezende, que lidera uma chapa com 37 nomes. O Democrata, outro adepto da chapinha, registrou 31 nomes.
A Federação PSOL-Rede registrou até agora 33 postulantes, com 21 psolistas e 12 candidatos indicados pela Rede.
Problemas na base
Entre as legendas com mais problemas entre aquelas que já registraram as chapas estão dois expoentes da base. O MDB, do governador Daniel Vilela, tem 29 nomes, ou seja, há ainda espaço para 13 candidaturas. A direção estadual corre para buscar nomes competitivos. A meta é fazer a maior bancada da Alego.
A outra é o PSD, comandada no estado pelo presidenciável Ronaldo Caiado. Apesar do peso de Caiado, são apenas 17 candidatos à Alego até agora, ou seja, 40% da chapa está ocupada.
Ademais, o Republicanos – outro grande partido da base – tem somente 29 nomes até aqui, com Vivian Naves como única candidata à reeleição.
A Federação Renovação Solidária (PRD+SD), com sete postulantes à reeleição – Alessandro Moreira, Anderson Teodoro, Coronel Adailton, Cristóvão Tormin, Cristiano Galindo, Julio Pina e Wagner Neto – tem 37 candidaturas registradas – com cinco vagas em aberto.
O outro partido que a chapa está curta é o PSB, de Aava Santiago. Embora tenha conseguido formar chapa completa para deputado federal, a disputa pela Alego não atraiu tanto interesse na legenda, que tem até esta quarta-feira (12) 23 nomes registrados.
A legenda, inclusive, teve ruídos internos. Karlos Cabral ameaçou contestar a filiação do colega Rubens Marques na convenção.
Acabou por não fazê-lo, mas os dois não se bicam – e são os únicos mandatários na chapa.
Ao todo, até aqui, são 460 candidatos na disputa por 42 cadeiras de deputado estadual. Ainda não registraram chapas os partidos DC e UP.
Veja a quantidade de candidatos por chapa registrada até esta quarta-feira (12) para deputado estadual:
UB/PP: chapa completa (40+2)
PT/PV/PCdoB: chapa completa (37+3+2)
PL: chapa completa
PSDB/Cidadania: chapa completa (40+2)
Novo: chapa completa
Mobiliza: 41
Podemos: 39
PRD/SD: 37 (22+15)
Agir: 37
PSOL/Rede: 33 (21+12)
Democrata: 31
MDB: 29
Republicanos: 28
PSB: 23
PSD: 17
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