A Polícia Civil do Amapá divulgou nota, nesta terça-feira, 21, onde reforça que não houve erro na prisão de Ellen Lorraine Trindade Mateus por suposta troca de nomes ou erro de identificação. Ela está presa desde o dia 2 de julho e é investigada por suposta participação em uma organização criminosa especializada em estelionatos.
De acordo com nota publicada em seus canais oficiais, a corporação afirma que a prisão foi cumprida “contra a pessoa corretamente identificada no procedimento investigativo, não havendo confusão de identidade ou equívoco no cumprimento da ordem judicial”.
Além disso, a corporação destaca que “no caso mencionado, foram expedidos mandado judicial de prisão e mandado judicial de busca e apreensão, ambos fundamentados em investigação formal, individualização da pessoa investigada, representação da Autoridade Policial, manisfestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.”
“A Polícia Civil esclarece que medidas cautelares dessa natureza não são adotadas com base em informação superficial, mas a partir de elementos submetidos à análise dos órgãos responsáveis pela persecução penal e ao controle judicial”, afirma.
No final, a Polícia Civil do Amapá refirmou que não houve troca de nomes, erro de identificação ou prisão indevida e disse ainda que “eventuais questionamentos devem ser apresentados nos autos, perante as autoidades competentes.”
A situação veio à tona a defesa de Ellen Lorraine, feita pelo advogado Jean Tavares, alegar que houve um “equívoco” e que a cliente teria sido confundida com uma a mulhe chamada “Lorraine”.
A defesa chegou a dizer que houve reconhecimento disso por parte do delegado Breno da Costa Esteves, que está à frente das investigações, algo que foi veementemente negado pelo investigação.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, Breno Esteves disse que as declarações atribuídas a ele pela defesa da estudante “não são verdadeiras” e esclareceu que apenas discutiu com o advogado a possibilidade de substituição da prisão preventiva por outra medida cautelar, caso a investigada colabore efetivamente com as investigações.
“Em nenhum momento eu falei que reconheci erro ou algo nesse sentido.
O advogado me procurou porque ela quer fazer um novo interrogatório para cooperar com a investigação. Eu disse que, se ela colaborar, a gente pode vir a pedir uma medida cautelar diferente da prisão. Foi isso que eu falei”, afirmou.
A estudante de pós-graduação em Direito e filha de um Coronel da Reserva da Polícia Militar de Goiás, está presa há 19 dias na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia acusada de integrar organização criminosa de estelionato. Segundo o defensor, o equívoco está na confusão entre os nomes e os contatos de WhatsApp.
Enquanto a verdadeira integrante da organização, Lorraine, aparece no grupo criminoso com um número de telefone diverso, Ellen Lorraine Trindade Mateus possui um único registro no CPF e uma linha com prefixo 62, típica de Goiás.
Além disso, um dos membros da organização criminosa, que já residiu em Goiânia, teria o número de Ellen salvo em sua agenda, o que pode ter contribuído para a confusão.
“Não há nenhuma conversa da Ellen com ninguém desse grupo, nenhum PIX recebido, nenhuma solicitação de dados bancários”, afirmou Tavares, ressaltando que a única “prova” apresentada até agora foi o fato de a chave Pix da estudante ser seu próprio telefone, o que, para a polícia, teria indicado sua participação, mas que, na visão da defesa, é uma conclusão “pífia, pobre e grosseira”, destacou.
Leia também: Delegado desmente defesa de estudante presa: “Nunca reconheci erro de identificação”
O post Polícia Civil do Amapá nega erro e defende prisão de estudante suspeita de integrar quadrilha de estelionato apareceu primeiro em Jornal Opção.
Acompanhe mais notícias em nosso site.
Polícia Civil do Amapá nega erro e defende prisão de estudante suspeita de integrar quadrilha de estelionato
A Polícia Civil do Amapá divulgou nota, nesta terça-feira, 21, onde reforça que não houve erro na prisão de Ellen Lorraine Trindade Mateus por suposta troca de nomes...